Jornada "Vamos salvar as TPs?"

Criado em 22 Feb 2012 18:23 por jpedroan , última actualização em 23 Feb 2012 12:49


Cristina Requejo Agra, Alexandre Almeida, António Caetano, Paula Carvalho, João Pedro Cruz, Luís Descalço, Enide Martins (editores)
(Universidade de Aveiro)

Resumo

No dia 13 de junho de 2011 realizou-se, no Departamento de Matemática da Universidade de Aveiro, a jornada "Vamos salvar as TPs?", com o objetivo de colher ideias sobre como melhor organizar a lecionação nas aulas teórico-práticas (TPs), de modo a aumentar-se o sucesso escolar. A adoção das aulas TPs, com um nº máximo de 45 alunos por turma, tem constituído a espinha dorsal da implementação do processo de Bolonha na Universidade de Aveiro. No entanto, perante a ausência de evidências comprovadas da sua eventual superioridade relativamente ao modelo baseado em aulas teóricas magistrais, que se praticava anteriormente, encontra-se neste momento em risco de extinção. Com esta jornada proporcionaram-se também alguns momentos de reflexão no sentido de ponderar se vale ou não a pena tentar salvar o modelo baseado em TPs.


Programa


Abertura

Comunicações

- Paula Oliveira: TP no Cálculo pré-Bolonha

Em 2003/04, antes da implementação do modelo de Bolonha, foi alterado o modelo de aulas das disciplinas de Cálculo I e Cálculo II de Teóricas e Teórico-práticas para Teórico-práticas, complementadas com aulas de Ensino Assistido, precursoras das OT.
Apresentam-se as linhas gerais de funcionamento dessas disciplinas e resultados de avaliação entre os anos 2003/04 e 2005/06.
Refere-se ainda o funcionamento de uma disciplina de Matemática destinada a alunos com perfis de base muito distintos, nomeadamente alunos sem a disciplina no Ensino Secundário.

- Andreia Hall: A minha experiência no ensino de Introdução à Estatística / Métodos Estatísticos

Nesta comunicação iremos apresentar uma pequena análise dos resultados de aproveitamento respeitantes às unidades curriculares de Introdução à Estatística e Métodos Estatísticos. Esta análise pretende refletir sobre a influência do método de avaliação e da tipologia das aulas no aproveitamento dos alunos.

- Ana Brêda: Entre o fazer e o observar quem faça

Nesta comunicação partilho a experiência realizada na unidade curricular Matemática e Educação para alunos do 3º ano da Licenciatura em Ensino Básico. Entre o fazer e o observar quem faça, foi a questão que tentei abordar enquanto docente, tentando analisar as suas implicações quando esta negociação se coloca ao discente.

Sim e não são as palavras mais fáceis de serem pronunciadas e também as que exigem maior reflexão.
(Charles Maurice de Talleyrand-Périgord)

- Paula Carvalho: Trabalho de projecto em u.c. de grandes dimensões

Ao encontro de uma das bandeiras do Processo de Bolonha, a autonomia, o trabalho de projeto mostra grandes vantagens para o sucesso da aprendizagem mostrando, em particular, que os estudantes atribuem um significado pessoal aos conteúdos e ao ato de aprender. Mas como implantar esta metodologia em unidades curriculares com centenas de alunos inscritos?

- Luís Descalço: Utilização de computadores, tablets e quadros interativos nas aulas

Apresenta-se uma metodologia de ensino em que se faz uso de tecnologia eletrónica diversa, com bons resultados em turmas com o número de alunos reduzido. Na apresentação desta metodologia dá-se particular ênfase à utilização de quadros interativos e tablets nas aulas. Referem-se várias possibilidades de hardware e software e identificam-se vantagens e inconvenientes de uma utilização apropriada destas ferramentas nas aulas. Apresentam-se resultados de inquéritos feitos aos alunos, que parecem indicar uma clara preferência pela utilização do tablet relativamente a quadro convencional. Como conclusão das várias experiências efetuadas, a opção mais vantajosa parece ser a utilização combinada de tablet e quadro convencional.

- António Caetano: Grupos: dividir e unir para reinar?

Relato de uma experiência de ensino onde grande parte do trabalho, inclusive algum de natureza teórica, prosseguiu em grupos de meia dúzia de alunos cada, numa turma com pouco mais de 20 alunos. Uma das vantagens parece ser que pequenos grupos acabam por se auto-organizar, os seus membros esclarecendo pequenas dúvidas dentro do respetivo grupo, e libertar o professor para tarefas de apoio a quem mais necessita sem prejuízo dos restantes. E os alunos acabam por se envolver mais nos trabalhos do grupo/turma e manter a motivação para o estudo.

Os slides projetados na comunicação acima podem aceder-se aqui.

Discussão

Encerramento


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